Você já pensou em meditar?

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Sabe aquele dia de chuva em  que você para na janela para ver os pingos que escorrem lentamente pela vidraça até que o seu pensamento vá para longe? Essa ação, conhecida como devaneio, é uma forma de meditar. Porém, palavras nem sempre são capazes de ilustrar uma ação, às vezes exemplos podem ser mais inspiradores. Eis que temos uma história para compartilhar, para demonstrar como a meditação pode e deve ser simples:

“Ele estava sentado sozinho no café de um shopping, em que nem pouca e nem muita gente passava, em plena segunda-feira à tarde. Com cabelos longos e presos na nuca, com idade aproximada de 50 anos, mas que aparentava ter um espírito muito jovem. Acabara de tomar um café e com um sorriso e muita simpatia conversava com a garçonete – pareciam velhos amigos.

E ele estava ali. Intensamente presente. Os olhos devaneavam e percorriam a vidraça afora naquela tarde linda e chuvosa. Mas ele estava presente no agora! O sorriso o demonstrava. Ele curtia ser feliz – absolutamente só e feliz. Seus olhos transpareciam vida. Se ele não soubesse o que é meditação, ele a vivia integralmente. Nada de muitos pensamentos, grandes filosofias ou insights. Apenas devaneios. Curtindo estar ali. Não havia solidão, embora ele estivesse sozinho. Não havia tristeza, nenhuma. Ele estava feliz e vivendo aquele momento presente”.

Mas o que é a meditação?

No exemplo, trouxemos uma situação em que a meditação acontecia espontaneamente e em sua plenitude. Porém, podemos também contar com métodos para meditar conscientemente. De uma forma geral, a meditação é entrar em sintonia com a sua autêntica natureza, sua essência e o seu verdadeiro ser, para compreender melhor a si mesmo, suas necessidades e anseios.

Isto requer coragem, pois muitas vezes pode se precisar entrar em contato com partes nossas que não são muito iluminadas, ou que não gostaríamos de lembrar. E nesse aspecto, a meditação também é um exercício para o autoperdão, uma vez que devemos meditar sem julgamentos, simplesmente aceitando quem somos.

Saiba mais sobre o autoperdão em: http://meditarcuritiba.com/o-auto-perdao/

Meditação tem muito mais a ver com o sentir do que com o pensar. Meditar não é parar de pensar, mas sim observar os próprios pensamentos. É buscar chegar até um outro lugar dentro de sua mente, para poder observar seus pensamentos, como eles surgem e se desenvolvem.

Como começar?

Na verdade, não há uma fórmula, pois muitos são os caminhos e toda tentativa é válida. O processo de meditação é como o desabrochar de uma flor. Sempre que você se vir fazendo força, não é natural. Não precisa fazer força. É deixar fluir! A dica que podemos dar para facilitar os primeiros passos é: saia dos seus pensamentos e passe a sentir a vida, permitindo-se vivenciar os sentimentos e, com isso, curtindo o momento presente.

Não é preciso discutir com as construções mentais. Pode-se permitir que todos os pensamentos venham para conciliá-los e acabar com a briga interna. A partir disso, lentamente eles vão se tornando menos: menos frequentes e menos barulhentos.

Deixe que os pensamentos venham. Sem crítica, sem julgamento e sem resistência. Busque entender suas emoções, sentimentos e lembrança, em vez de tentar sufocá-los. Meditar também é alinhar as ideias para trazer clareza e equilíbrio para elas. No começo é normal que haja algum desconforto ou inquietação, porém com o tempo e prática a percepção e compreensão irão guiar mais habilmente o processo. E lembre-se: se precisar de ajuda, peça! Não é necessário enfrentar a si mesmo sozinho. Às vezes pode ser bem difícil.

Persista!

Existem muitas maneiras para criar espaço no fluxo contínuo de pensamentos. É disso que se trata a meditação. A mente vai tentar criar situações, desconfortos, dores, tremores, abalos musculares, até urgência urinária e outras coisas mais para provar que você não é capaz de meditar – principalmente no começo – ou quando você estiver em situação de extremo estresse. Não deixe que isso te abale. Persista.

Também não é necessário ter visões espirituais espetaculares para estar em meditação profunda. A simples sensação de bem-estar já é suficiente para ter certeza de que você está fazendo certo. Aos poucos ela vai se aprofundando. Meditação pode e tem que ser simples. A meditação é uma entrega. Quando você fecha os olhos, você abre mão do mundo exterior e é introduzido no seu mundo interno, que é infinito.